domingo, 2 de agosto de 2009

estudo mediúnico


Para permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.
Não ignoramos que o Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do Pensamento Divino, de cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.
Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso.
Filhos do Criador, dEle herdamos a faculdade de criar e desenvolver nutrir e transformar.
Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular.
Cada mundo possui o campo de tensão electromagnética que lhe é próprio, no teor de força gravítica em que se equilibra, e cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do “hálito” mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para imortalidade.
Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.
Somos, pois, vastíssimo conjunto de Inteligências, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um Todo, constituído de alguns bilhões se seres, que formam por assim dizer a Humanidade Terrestre.
Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da Humanidade Universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões da vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimento que já escalamos.
Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira dos mundos que se deslocam no Espaço, influenciados pelos astros que os cercam, agimos e reagimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nossos destinos.
Nossa mente é, destarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasmas sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.
A idéia de um “ser” organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.
Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência.
Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.
Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qualquer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porquanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e a interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.
Um hotentote desencarnado, em se comunicando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer notícias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivistas,
e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguirá facultar-lhe cooperação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxílio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o hotentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar “vibrações compensadas”.
É da lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.
Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.
Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.
Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho. (Ver:Capacidade refletora do Perispírito)
Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos.
E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza, se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.
Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para frente, porque cada criatura humana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da consciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no “hoje imperecível”.
Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.
Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas lies e obsessões pérfidas, guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem.
Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.
Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.
A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.
É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.
É perigoso possuir sem saber usar.
O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.
O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.
Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.
Mediunidade não basta só por si.
É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

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Educação ou desenvolvimento da mediunidade?

O que se costuma chamar de "desenvolvimento mediúnico" seria mais correto denominar-se "educação da mediunidade", haja vista que Kardec, em O livro dos médiuns, nos informa que, de certo modo, todos somos, "mais ou menos, médiuns." (KARDEC, 2002, p. 203). Portanto, não se desenvolve uma faculdade já existente em nós, o que se pode fazer é educá-la. Kardec, por vezes, nessa obra, referiu-se ao desenvolvimento de certas faculdades mediúnicas no sentido de que o exercício de uma faculdade a torna mais evidente, mais produtiva. Tanto é assim que, ao se referir à faculdade da vidência, esclarece que "Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma." (Idem, p. 214).
Devemos, pois, nos referir aos trabalhos mediúnicos como sendo de educação da mediunidade, ou de treinamento mediúnico, com o objetivo de, pela prática da caridade espiritual, quitar nossos débitos morais contraídos no passado.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma que o médium é, essencialmente, um Espírito em prova, resgatando equívocos e débitos que lhe ficaram na retaguarda moral. A presença da faculdade não lhe concede qualquer tipo de privilégio ou destaque na comunidade, não devendo constituir-se motivo de orgulho ou de ostentação, antes sendo-lhe um especial instrumento para o ajudar na reparação de dívidas e adquirir o equilíbrio espiritual.
É preciso refletir a fim de não nos envaidecermos com nossas faculdades, ainda mesmo que estas se mostrem bastante evidentes, uma vez que somente com muita abnegação, espírito de serviço, desinteresse completo e humildade no cumprimento fiel de nossas tarefas, consoante conclui esse Espírito, estaremos a caminho de conquistar o mediunato.

Como realizar a educação mediunico
fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina umbandistá. Fora do recolhimento de uma sala reservada para esses trabalhos, muitas vezes o médium corre sérios perigos de transtornos mentais, provenientes de perturbações espirituais, muito comuns nos médiuns iniciantes, em especial quando não se encontrem estes bem assistidos por um dirigente dos serviços mediúnicos muito bem preparado intelectual e espiritualmente. Isso porque, a maioria dos médiuns principiantes enfrenta a dificuldade de terem de se relacionar com Espíritos inferiores.
Para evitar o predomínio da influência desses Espíritos, é necessário:
1º - colocar-se o médium sob a proteção de Deus, com fé sincera e pedir a assistência do seu Espírito protetor;
2º - estudar cuidadosamente "por todos os indícios que a experiência faculta, de que natureza são os Espíritos" manifestantes. Caso o Espírito seja suspeito, orar com fervor ao seu Espírito protetor, solicitar-lhe a proteção contra as más influências do mau Espírito e o afastamento deste. Para tal, é muitíssimo importante o estudo teórico sobre a mediunidade. Em especial,recomenda os médiuns estudar : "Da obsessão" e da "Identidade dos Espíritos".
É nos Centros Espíritas que os dirigentes de grupos mediúnicos e instrutores dos cursos de mediunidade encontram ambientes adequados para orientação e auxílio a médiuns e Espíritos, pois esses locais são magnetizados espiritualmente pelos benfeitores espirituais para as atividades de socorro espiritual e de esclarecimentos. Os dirigentes e instrutores devem possuir elevados conhecimentos da Doutrina Espírita, em especial da mediunidade, além de elevação moral condizente com a segura orientação aos Espíritos infelizes e ignorantes. Por fim, a equipe espiritual, encarregada da direção dos trabalhos mediúnicos dispõe de todos os elementos fluídicos adequados para promover, ali, a proteção aos médiuns e demais trabalhadores da Casa.

Normas básicas para a educação mediúnica

Os médiuns em desequilíbrio espiritual, antes de serem admitidos nos trabalhos mediúnicos, devem receber, durante o tempo necessário ao seu reequilíbrio, assistência espiritual adequada. Nesses casos, devem ser orientados a freqüentar reuniões públicas doutrinárias, receber passes, tomar água fluidificada e ser incentivados, fraternalmente, à prática da oração, do estudo elevado e do culto do Evangelho no lar. A prática mediúnica não acarretará qualquer perigo para omédium ou outras pessoas envolvidas com ele quando o mesmo se refizer espiritualmente.
a mediunidade deve ser exercida santamente, cristãmente, com responsabilidade e critérios de elevação para não se transformar em instrumento de perturbação e desídia. Decorre do exposto a necessidade que tem o médium de estudar bastante, buscar iluminar-se com os conhecimentos elevados e sintonizar-se com os bons Espíritos para poder exercer a mediunidade com segurança e bom proveito.

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